Melitta X Hario V60

Quem usa o Melitta há tanto tempo talvez não entenda muito bem porque que o Hario V60 é tão falado dentro do mundo do café especial, e que de certa forma, roubou o lugar do mais popular método para se fazer um coado. E por que será?

Café sendo servido na jarra de vidro

Vamos analisar primeiro o design dos métodos, antes de falar do café. O Hario V60 é cônico, com abertura de 60 graus, por isso o nome. Ele tem ranhuras na parte interna e um furo único, bem largo se comparado com o Melitta, que tem as laterais achatadas e a base achatada também, com um furo menor para escapar o café coado.

A Melitta lançou novos modelos no Brasil, e assim como o V60, você consegue encontrar o coador feito de diferentes materiais, não só o de plástico que a gente acha fácil no mercado. Os materiais que compõem os coadores determinam, basicamente, controle térmico, na hora de escolher o seu, pense em praticidade e o que vai ser melhor para o seu consumo.

Os dois usam filtro de papel, com formatos diferentes, próprios para cada design. E na hora de coar? O que diz as xícaras pelo resultado dos métodos usados?

O Melitta permite muito mais áreas de contato entre pó de café e água, e mais contato quer dizer mais extração. A bebida fica mais encorpada e dependendo, o amargo pode sobressaltar aqui. No V60 temos uma filtragem direta, onde a água só encosta nas paredes e passa, ficando o tempo suficiente para percorrer as partículas do pó e escorregar para a xícara, por isso há mais chances da xícara ficar mais harmoniosa.

Isso tudo depende da granulometria! Não é regra, inclusive com alguns ajustes dá para se ter um resultado bem parecido nos dois métodos, é só pensar que: se no Melitta proporciona maior superfície de contato, eu moendo um pouquinho mais grosso, consigo ter o mesmo nível de extração que se comparar com o V60.

E se eu quiser um resultado no Hario V60 parecido com o Melitta é só a gente afinar um pouquinho mais o pó. Entendeu? Você prefere qual método?

Novos Lotes e Novos Sabores

De tempos em tempos precisamos mudar nossos cafés. As vezes é meio triste porque lotes incríveis acabaram, mas tudo fica bem quando pensamos que dividimos em pacotinhos, e que um desses pacotinhos foi para você!

Por exemplo, certeza que quem tomou o W2 Bom Jardim, da Dona Ceci, queria mais, um estoque infinito desse café tão gostoso. Eram “grãozinhos de ouro” segundo nossa equipe de torra! E agora que esses lotes acabaram, é hora de dar boas vindas e apreciar outras delícias de outras fazendas e lugares do nosso Brasil.

Pacotinhos de café da Wolff

O que você gosta? Cacau, frutas amarelas, caramelo, baunilha, hibisco, cupuaçu, nozes, mel, curau, floral, especiarias? TEM! E já estão disponíveis no nosso site. Em cada linha dos nossos pacotinhos você vai achar duas opções que aparecerão logo depois de você selecionar a linha desejada.

O W1 é a categoria dos cafés equilibrados e doces por natureza, dessa vez você vai descobrir o lote selecionado da Fazenda Santa Jucy, localizada em Cássia dos Coqueiros – SP, Alta Mogiana, do produtor Alexandre Provencio. E a outra opção do W1 é o lote selecionado da Fazenda Império, localizada em Buritizeiro – No Cerrado Mineiro, do produtor Paulo Henrique de Faria.

Para o W2, nossa linha de cafés um pouco mais complexos e com perfis de torra média que ajudam a sobressair a complexidade natural desses lotes. Não deixe de experimentar um coado de cada W2 que entrou no site, são cafés muito legais sensorialmente falando. Tem um lote da Fazenda Churé, da Bahia, do produtor Natalino Ferreira e a outra opção é do Sítio Alto Querubim, de Espera Feliz, divisa entre Minas e Espírito Santo.

E nossa seleção para os lotes raros dos pacotinhos WR são os dois da Chapada da Diamantina, Bahia, região que está cada vez mais em alta demonstrando cafés finos e de excelente qualidade. As opções são: lote Fazenda Volta da Serra do produtor Agnaldo Assunção, e o outro é do Sítio Malhada, do Eudival Souza Cunha.

E você qual prefere? Vai de espresso ou coado? Acesse nosso site e conte pra gente seus preferidos! Use a hastag #wolffcafe

Limpeza dos Equipamentos

A higiene e limpeza dos métodos, máquinas e equipamentos é muito, mas muito importante para o café continuar saindo gostoso. Café é oleoso, se você não limpar ele vai ficar grudando. Café gruda, impregna, e é um ótimo substrato para crescimento de micro-organismos. Por isso, fez café? Descarte, lave com sabão neutro ou passe um pano úmido, deixe secar e só depois guarde.

Café saindo da Moka

Já vi máquinas super automáticas de uso diário que nunca foram abertas para limpeza, em situações muito críticas. Quando abri o lado de uma delas, tinha mofo em várias partes, pó de café que caiu e estava lá há meses, talvez anos. E o gosto do café dessa máquina? Bem, por mais que as pessoas usassem um café de qualidade, o gosto saia ruim, azedo, estranho.

Limpar as máquinas e os utensílios é uma questão de saúde, que demanda atenção e manutenção de acordo com o uso. Se for no seu trabalho, avise as pessoas que fazem o cafezinho para cuidarem da limpeza pela manhã.

Não basta ter um grão bem torrado e de qualidade, sendo que a máquina ou o método não estão em boas condições para refletir e preservar o sabor que uma xícara merece.

 

Dicas para manter tudo limpo

Se você usa uma super automática (máquinas de escritório, de apertar um botãozinho e sair um espresso) pegue o manual e dê uma olhada em como retirar a parte lateral, assim você tem acesso ao interior da máquina. Retire o que estiver caído lá dentro e passe um pano. Para a parte interna dos tubos, cada modelo indica uma pastilha de limpeza e a regularidade que precisa usar. Fique atento!

Caso você use a prensa francesa, lembre-se que não é só passar uma água e tirar o pó lá de dentro. A Prensa tem três filtros, que formam o êmbolo, e essa parte é desmontável, recomendamos desrosquear e limpar separadamente.

O filtro de pano é outro que precisa de cuidados. Depois de usar, passe uma água quente para retirar o pó de café. O recomendável é guardar ele dentro de um pote na geladeira, o que diminui a possibilidade de bactérias e fungos. Lembre-se de não deixar ele nem úmido e nem torcido dentro do armário. Vai dar cheiro e gosto ruim. Além de te fazer mal.

A Moka parece ser o mais difícil de todos os métodos no quesito limpeza, porém o mais importante aqui é prestar atenção na granulometria que você está usando para fazer café e o pó não subir pelo bico. A importância da granulometria certa facilita a limpeza e melhora o desempenho do café, potencializando os sabores agradáveis.

No mais, usou = limpou.

Não deixe o café ficar dentro dos métodos por muito tempo. Isso prejudica não só a sua saúde, mas também a vida útil dos utensílios.

4 Anos Para Celebrar

Essa semana a gente completa 4 anos. 4 anos são mil quatrocentos e sessenta dias de muito trabalho. Foram anos vividos para a realização de sonhos. Em 4 anos tivemos tempo de fazer muita coisa, e colocamos nossa energia à disposição das melhores histórias, que nos trouxeram muitos cafés e muitos sorrisos. Em 4 anos conseguimos criar laços com mais de 70 produtores que viraram nossos parceiros. E enquanto você (e a gente) tomava café:

Visitamos o Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Espírito Santo e Ceará. Contamos da região do Caparaó e mostramos para o Brasil os cafés especiais e o potencial dessa região. Analisamos muitos cafés. Torramos mais de 60 lotes diferentes e disponibilizamos para você. Abastecemos muitas cafeterias pelo Brasil. Todas as safras acompanhamos e visitamos fazendas e produtores, seus trabalhos e os cafés produzidos viraram parte de nós também.

Café de verdade para pessoas de verdade feito por pessoas de verdade

Estamos juntos na profissionalização de produtores, baristas, cafeterias. Nossos sonhos apontam para criarmos projetos sociais no campo, e nasceu o Do Grão À Xícara. Conseguimos chegar no e-commerce e nosso café pode ser degustado em todo o Brasil com três cliques. Esse ano estamos revirando o Ceará cafeeiro. Fizemos o design e criamos uma xícara que auxilia na degustação dos nossos cafés. Nossa embalagem e nosso logo foram pensados e criados para valorizar o nosso trabalho, de cada café que empacotamos, que merecem destaque.

Desenvolvemos um torrador junto do fabricante, pensando na densidade do café brasileiro e de todos os desafios que enfrentamos ao torrar nossos cafés. Damos foco e valorizamos nosso mercado interno, deixando e mostrando para o brasileiro o que antes era enviado para o exterior. Criamos espaço e estamos atentos para comunicar o que é qualidade e cafés especiais. Trabalhamos para o desenvolvimento da cadeia com protagonistas e seus devidos graus de importância. Qualificamos um time por áreas, disponibilizando marketing específico com uma equipe de profissionais do café.

Nosso objetivo – e sonho – é democratizar o café. Dar acesso a xícaras de qualidade, através de um preço justo, de acordo com o que acreditamos e vemos da realidade cafeeira no nosso país. Nosso trabalho é constante e queremos que você saiba que é um prazer oferecer pro nosso país esse resultado delicioso! E que venham mais quatro, mais dez, trinta anos de histórias a serem compartilhadas. E que venham mais infinitas xícaras de cafés especiais para todos nós!

Para comemorar, temos 20% de desconto em todos os nossos cafés pelo site! Clica e se surpreenda!

A Morte De Um Café

Apocalíptico né? Mas, em que momento pode se falar ‘ixi, tá ruim, passou da validade’. Será que um café estraga? Por que que a validade do nosso pacotinho não é de um ano igual aos cafés que a gente encontra no supermercado? Quando que um café fica inapropriado para o consumo?

Mesa de café com amigos

Essas são perguntas MUITO importantes para que possamos falar inclusive sobre qualidade do que ingerimos e principalmente, saúde! Para isso vamos voltar aqui: o café é um alimento, clique aqui para ler mais sobre isso. E café é uma fruta. Nos responda uma coisa: quando você compra um cacho de uvas na feira, você consome em até quantos dias? Se não for comer no dia mesmo que comprou, em menos de uma semana as uvas vão apodrecer, apresentando cheiro e gosto ruins.

‘Ah mas a gente não toma o fruto, o que a gente toma é o grão! Duvido que ele estraga fácil assim’. É um bom argumento, mas já parou pra sentir o cheiro do café que está moído e empacotado há meses, e comparou com o cheiro do café que você compra no nosso site?

Qualidade é questão de saúde sim! Só pelo cheiro você consegue entender do que estamos querendo dizer. Um café torrado e moído há muito tempo sofre um processo de oxidação, e não só muda o sabor e deixa com gosto de remédio, como também te faz mal, o seu sistema digestivo sofre por entrar em contato com um alimento que não está mais apropriado para consumo. Muitas pessoas dizem que o café dá queimação, refluxo e dor de estômago.

No café passa desapercebido para muitas pessoas, e é fácil se enganar, porque o maior problema é que café nunca “estraga”, ele apenas envelhece. E quando digo estraga quero dizer que ele não vai mudar de cor ou de aspecto visual. Deixe uns grãos, ou o próprio pó, esquecidos dentro de um pote que você vai ver – passam anos e anos e o café vai continuar igualzinho. E quando digo que ele envelhece, diferente do vinho que fica mais complexo e gostoso, o café perde propriedades importantes quanto ao sabor e ao aroma, e pior, ele passa a nos fazer mal.

Por uma questão de saúde, cuidado e responsabilidade não aceite, e nem ache normal, que um alimento tenha validade de até um ano, e não compre um pacotinho sem nem ter informações sobre data de torra nas embalagens. O normal hoje, que a gente lê na maioria das embalagens é ter indicado data de fabricação, que é bem diferente de data de torra.

Qualidade não é brincadeira, café não é qualquer um. O mais indicado para comprar consciente de que vai te trazer bem estar – afinal, café é sinônimo de felicidade – são cafés de torra fresca, de no máximo um mês de torra. Para consumir em até três meses. Se conseguir, compre em grãos e moa na hora que for fazer seu café.

Que tipo de café você está tomando?

As Mulheres do Café

Na nossa seleção de grãos tem mulheres incríveis. Mulheres produtoras de café. Mulheres que plantam, cuidam, colhem, que dedicariam mais de 24 horas do dia ao café se fosse possível. Que vivem no cafezal, e para o cafezal. E é pelo excelente trabalho desempenhado que nossa homenagem é para elas nesse Dia Internacional das Mulheres em 2019!

O coração se enche e as vezes transborda. É muito lindo fazer parte de histórias como a da Alessandra Grünewald, que mora com o marido Sidney, na parte fria das montanhas capixabas, na cidade Itarana, perto de Venda Nova do Imigrante. No sítio Grünewald encontramos lotes raros, que só mãos de muita sensibilidade conseguem produzir.

Alessandra rodando café no terreiro

Nós compramos praticamente toda essa última safra de cafés especiais. É a Alessandra que trabalha no pós colheita do café produzido, com uma destreza capaz de atingir a qualidade que tanto admiramos e que você pode encontrar pra experimentar no nosso pacotinho do W2.

A outra opção do pacotinho W2 é o do lote Bom Jardim, uma produção de Dona Ceci. Mulher que criou 11 filhos, e desde os anos 2000 começou a pesquisar sobre qualidade de produção e colheita, com a ajuda de Vicente, um dos filhos. E em 2002 Dona Ceci ganhou o prêmio de Melhor Café do Brasil, seu sítio está localizado nas Matas de Minas, em Manhuaçu. Dona Ceci é um exemplo de excelência, perseverança e bom humor.

Dona Ceci tirando selfie

Acompanhar histórias de agricultura familiar e ver que o sucesso da colheita passa pelas mãos da experiência e da sensibilidade de alguém como a Vanda é extraordinário – um café que você acha no W1 lote Sertãozinho. É o segundo ano que nós da Wolff estamos em contato com ela, e vemos o quanto que pessoas empenhadas modificam a produção, que antes era dos pais, e agora, com a Vanda estudando qualidade a aplicando no dia a dia da fazenda, a safra de cafés especiais cresce cada vez mais.

Vanda e seu marido

A produção da Vanda nos surpreende, e vibramos com ela suas conquistas, vibramos com a Alessandra e com a Dona Ceci. Mulheres de delicadeza, força e intuição, que produz o surpreendente para as nossas xícaras terem sabores irresistíveis!

Parabéns mulheres do café!

Fazendo Café no Decanter

É o famoso Hario V60! Mas no que ele difere do Melitta e por que vários baristas preferem ele? Todas as razões se simplificam no design dele, enquanto o Melitta tem a base achatada e um furo no centro, o V60 é cônico e com um furo maior.

Para extrair um café temos que pensar que todas as reações químicas que acontecem são provocadas, basicamente, pela temperatura da água, pela granulometria que moemos esse café, e pelo tempo de contato entre a água quente e as partículas do pó de café.

O formato do V60 faz o café ser extraído de forma mais instantânea, sem muitas áreas de contato e permanência, então temos uma extração mais rápida, proporcionando uma filtragem limpa, que sobressaem acidez e doçura no geral. É uma bebida com características mais delicadas e saborosas, ele é o legítimo coado. Se a gente pudesse colocar em uma régua de níveis, ele estaria no extremo oposto do espresso.

Servindo café do decanter pra xícara

95% dos cafés coados no V60 tem um bom resultado na xícara, e é por isso que ele é tão querido. No nosso site você vai encontrar o Decanter, que é a jarra de vidro com o suporte que encaixa perfeitamente nela.  Então pegue seu filtro, esquenta a água, vamos de receita pra compartilhar com os amigos aquele coado espetacular.

Informações importantes: A capacidade do Decanter é de 700ml. O Hario V60 tem um filtro de papel próprio – que vem em pacotinhos com 100 unidades – desenhado para encaixar perfeitamente no suporte.

PASSO A PASSO

Pegue um filtro de papel, dobre a beiradinha e encaixe no suporte do Decanter.

Pegue seu café favorito, ligue a balança e separe 48g de café.

Moa em uma granulometria média.

Escalde o filtro e a jarra, e descarte a água.

Coloque o café no filtro, tare a balança.

Faça a pré infusão (sempre usando o dobro do peso inicial de café usado. Então se usamos 48g, a sua pré infusão tem que ser de 96ml)

Espere a liberação de gases, todas as bolinhas estourarem.

Continue jogando água em movimentos circulares, de fora pra dentro, até dar na balança 220ml.

Espere 30 segundos.

Continue em movimentos circulares até 400 e espere mais 30 segundos.

Finalize com 550ml.

 

É o ideal pra compartilhar com os amigos, boas xícaras e bons momentos!

Aprendendo os Sabores

Se você já tomou vários cafés da Wolff, sabe que temos três opções diferentes de pacotinhos. Tem o W1, o W2, WR. Cada número indica um tipo de complexidade diferente, e o WR é sempre um microlote, quer dizer, um café raro.

Xícaras de café, duas vazias uma com café

Entre todas essas opções, vamos encontrar sabores, corpos, texturas e aromas específicos, de cafés que passaram por um processo cuidadoso para garantir qualidade e carinho, que chega até você com uma curva de torra bem definida que expande todas as nuances do café.

E os sabores… bem! Temos uma roda imensa de descritivos para tentar categorizar um café. Um café sempre vai te apresentar um monte de detalhes que, quanto mais você toma cafés especiais mais facilidade você vai ter de descrever. Um mesmo café pode apresentar sabores mais potencializados dependendo do método de extração, e da mão do barista que vai fazê-lo.

Essa roda de sabores foi elaborada em conjunto, por profissionais que estudam café especial mundialmente. E nem tudo o que está nela são resultados positivos. Veja a roda como uma ferramenta que te auxilia a descobrir o que você tem em mãos, ela ainda é um material em desenvolvimento, e por abranger todas as regiões produtoras de café do planeta, precisa de um acompanhamento lado a lado.

Roda de sabores SCA

O sabor do café ainda é um mistério pra ciência – tem muito ainda pra ser descoberto sobre esse grãozinho que as vezes nem parece lá grandes coisas. O que forma e transforma os sabores, a forma de compreendê-los e a metodologia que existe para auxiliar é uma tentativa de concretizar e padronizar a compra e venda mundial.

Sempre que você tomar um café, se pergunte o que tem além do próprio sabor do café. Se arrisque a descrever e, acompanhe, na perda de temperatura, o que muda, o que sobressai, o que você sente. E lembra que a gente que bebe café todo dia, nem sempre tem uma xícara espetacular. A cada xícara dedique um momento para provar olhando para a roda, vai te ajudar a entender e definir o que é qualidade e o que é defeito. E conte com a gente para xícaras surpreendentes!

No Café Não Tem Receita

Mesa com café, caderno, lápis, luminária, comforty coffee

Mas tem parâmetros! E principalmente, temos nossa xícara perfeita, com aquele café que nos tiraria o chão se realmente existisse, que criamos no nosso mundo das ideias como o café inalcançável, e a partir dela, corremos atrás na busca dos sabores, texturas e equilíbrio do que os grãos podem apresentar.

No café é sempre possível pensar em formas de adaptação, por isso é uma aventura cada novo pacotinho em suas mãos. Existem mais de 10 – muito mais na verdade – formas de extrair um café, e não tem um método melhor que o outro. Cada um tem uma função diferente e realça algo que o outro esconde. E é nesse momento que você pode ter experiências saborosas – e dependendo, desastrosas também – com um mesmo café.

Não tem a receita certa, mas tem um monte de receitas diferentes para você testar. O tempo de fazer um café é ritualístico, né? É um respiro no seu dia, é um momento que te traz prazer, e quanto mais saboroso mais agradável e anestésico de todo o caos diário que nos acompanha.

As variedades de grãos e de métodos que você encontra no nosso site te proporcionam um parque de diversões para altas descobertas. Vem se arriscar, e aqui no nosso blog você encontra dicas, receitas e informações importantes para começar a entender de extração e de café especial.

Fazendo Café

PRENSA ITALIANA

Essa é outra prensa famosa, e que todo mundo acha fácil de usar. Mas para o café ficar gostoso mesmo, doce e encorpado, elaboramos um passo a passo pra te ajudar.

Café sendo extraído na Prensa Italiana vermelha

É normal que o café na Italianinha saia com gosto de queimado, ou que ela entupa por dentro, quando não, a gente esquece ela no fogo e acaba derretendo a alça. Já vi de tudo. Mas calma que a gente consegue fazer um café delicioso, acompanha aqui:

AS TRÊS PARTES DA CAFETEIRA

Temos a base, que colocamos a água, o filtro que encaixa na base, e a parte de cima, onde sai o café.

Ela é muito simples, você abre desrrosqueando a parte de cima da parte de baixo, e encontra o filtro. Se retirar o filtro, vai ver a base da prensa, que é onde enchemos de água – o nível de água que ela suporta é abaixo da válvula de escape de pressão.

Cuidado com a granulometria do pó que você vai usar. Nada muito fino, esse é um dos maiores problemas que temos nesse método. Teste um café com notas doces. Como é um café mais encorpado, denso e com uma extração por pressão, cafés mais delicados não vão sobressair.

Imagina: a água ferve, sobe e passa no pó, com uma certa pressão, então ela empurra o pó de café do filtro e continua subindo. Se o pó estiver muito fino ele vai continuar o percurso da água e chegar até o bocal do filtro que sai o café. Ou se ele não sair, ele vai agarrar dentro do filtro.

A dica é usar uma granulometria média. E na hora de colocar o pó no filtro não aperte, a intenção não é fazer caber mais, até lotar. Você precisa colocar a quantidade que enche o filtro e passar a mão pra tirar o que estiver sobrando por cima. A quantidade que cabe sem apertar é o suficiente para fazer um bom café.

Como o filtro é de metal e o café sai sob pressão, vai ser intenso igual um espresso. Esse método é um sucesso para as pessoas que gostam de um café forte.

Na parte de cima, onde sai o café, uma dica muito boa é: evite queimar o café colocando um pouquinho de água filtrada, o suficiente para cobrir o fundo.

Enrosque até o fim, tenha total certeza que fechou direitinho, se não vai vazar água nas bordas.

Leve ao fogo baixo, mantenha o fogo baixo durante toda a extração. E não vá fazer outra coisa enquanto a Italiana estiver no fogo. Fique atento aos sons que a válvula faz. E ao perceber que acabou todo o processo, desligue o fogo e espere alguns minutos para servir o café, pois ela vai estar muito quente.

Então depois de uns 5 minutos, sirva na sua caneca e aproveite seu café!